Usando protótipos para dar forma às ideias

Introdução

Gosto de ver as ideias brilharem ao serem transformadas em algo concreto. Um artista faz sua ideia acontecer com poesia, pintura, escultura, música, etc.; um arquiteto com uma planta de uma casa, a maquete de um prédio, etc. Enfim cada profissional tem alguma forma de por suas ideias na prática, mas quando falamos de produtos é necessário validar as ideias para não ter surpresas desagradáveis ao lança-lo no mercado. Uma forma rápida e econômica de validar ideias é obtendo feedback  da apresentação de protótipos aos potenciais clientes e/ou usuários, e com isso é possível fazer os ajustes necessários antes de fazer o desenvolvimento do produto.

Mas a prototipagem não é simplesmente uma forma de validar a sua ideia, é uma parte integrante no processo de aprendizagem e inovação. É a arte de lidar com expectativas.

Mas afinal, o que é um protótipo?

A palavra protótipo é derivada do grego, onde (Protós), significa primeiro e (Typos), significa tipo; mas uma tradução mais correta, seria: primeiro modelo, que está em fase de testes, estudo, ou planejamento.

É algo ou produto que, está em fase de testes para aprimorar o que já foi feito e também o que vai ser produzido.

Um protótipo é uma amostra de início ou modelo construído para testar um conceito, produto ou processo, algo para se replicar ou aprender com. É um termo usado em uma variedade de contextos, incluindo a semântica, design, eletrônica e programação de software.

Por que fazer um protótipo?

Há várias razões para se fazer um protótipo, e entre elas destaco:

  • Apresentar o conceito na prática;
  • Demonstrar capacidade de entrega da equipe;
  • Testar e validar antes de implementar.

Veja algumas vantagens no uso de protótipos:

  • Facilitam o entendimento e o feedback dos usuários;
  • Cumprem o desejo de mostrar resultados rápidos para o cliente;
  • Tornam as discussões mais produtivas e sob controle nas sessões com os usuários;
  • Facilitam a discussão entre quem projeta e quem vai usar, além de facilitar o entendimento entre os membros de equipes multidisciplinares de projetos;
  • Possibilitam testes de usabilidade no início do processo de desenvolvimento;
  • Incitam a experimentação por terem baixo custo para alterar;
  • Possibilitam obter uma aprovação formal do projeto antes de se prosseguir para o desenvolvimento.

E o que deve ser feito antes do protótipo?

Um protótipo geralmente está associado à ideia de solução de uma necessidade, desejo ou problema que queremos resolver. Por isso é recomendável que antes de se pensar na solução, é necessário que o problema esteja claro e validado junto aos potenciais clientes e/ou usuários. E para validar o problema, recomenda-se no mínimo uma pesquisa exploratória com potenciais clientes/usuários e outros interessados.

Uma entrevista, por exemplo, pode ser muito útil para validar as hipóteses do problema. É importante focar nas perguntas sem interferir ou apresentar alguma solução, apenas ouvindo atentamente as respostas do cliente. Deve-se descobrir como o cliente contorna o problema ou, até mesmo, qual a solução que ele utiliza atualmente, considerando características, funcionalidades, custos etc. Isso ajuda verificar se vale a pena investir esforço na construção de uma solução.

Ou seja, antes de desenvolver um protótipo (de solução) é bom, no mínimo, saber se a ideia é: Praticável tecnicamente, ou seja, funcionalmente possível; Viável economicamente, ou seja, que se tornará parte de um modelo de negócio sustentável; e Desejável pelo cliente.

É importante destacar que, ao validar a solução com o uso de um protótipo, podemos obter muito mais informação do que apenas entrevistando os usuários, pois eles nem sempre são capazes de dizer o que sabem ou o que pensam. E quando dizem o que fazem, nem sempre é o que realmente fazem. Isso porque muito conhecimento prático é difícil expressar verbalmente, e, através da observação do uso de um protótipo por uma pessoa em uma dada situação, esse conhecimento é possível ser comunicado.

Na metodologia conhecida como Design Thinking, por exemplo, temos um processo cognitivo que equilibra o racional e o emocional na busca de resolver problemas com empatia e foco no cliente, usando de exploração e experimentação. Neste processo são utilizadas diversas técnicas durante as fases de: Descoberta, com observação do clientes usando de empatia; Interpretação, com síntese do levantamento e definição do objetivo; Ideação, com brainstorming (discussão de ideias) e posteriormente a seleção com o uso de critérios apropriados; Experimentação com prototipagem e testes junto ao cliente/usuário; Evolução com a aprendizagem, experiência e iteração.

Tipos de protótipo

Temos diversos tipos de necessidades e problemas a serem resolvidos em diversos tipos de negócios, além disso, os recursos disponíveis para o desenvolvimento de soluções variam muito. Ou seja, para cada caso, precisamos avaliar que tipo de protótipo pode ser usado.

Estes são os tipos de protótipos mais conhecidos:

  • Caminho do Consumidor (desenho das etapas/passos de um processo de compra; UML use case; vídeo);
  • Landing Page (teste com alternativas A/B de páginas web, para obter feedback);
  • Mock-up (exemplos: esboço de telas de como a solução funcionará – sketches ou wireframes; planta de uma casa; canvas BMGen do modelo de negócios);
  • Maquete ou modelo físico (um objeto desenvolvido com prototipagem rápida, exemplo: impressão 3D, LEGO);
  • Demo (exemplo: versão funcional de um software, limitado ao uso ou tempo – primeira fase de um jogo);
  • Piloto (protótipo para serviços, um exemplo funcional a ser ajustado e replicado);
  • Beta (protótipo mais avançado de software, próximo a versão final de lançamento);
  • Cabeça de série (o primeiro objeto físico para ser avaliado/testado antes de ser produzido em série).

Observação: Os termos “mock-ups”, “protótipos de baixa fidelidade”, ou “protótipos de papel” são geralmente usados como sinônimos.

No método Lean Startup, que trabalha iteração no refinamento sucessivo e melhoria contínua do negócio, temos algo chamado produto mínimo viável, (MVP – Minimum Viable Product) – que também é um protótipo. Outro exemplo de protótipos são os vários desenhos de Modelo de Negócios que são feitos durante as fazes de aprendizagem em uma Startup, para melhorias e até mesmo mudanças mais significativas (Pivô) em algum elemento do modelo.

Protótipos de impressão 3D

Landing Page - Web Site de Teste A/B

Landing Page – Web Site de Teste A/B

Sobre protótipos de software

Alguns protótipos, que procuram fornecer a visão do todo, são conhecidos como Protótipos Horizontais – possuem muitas funcionalidades, mas pouca ou nenhuma implementação a serem trabalhadas futuramente, ou seja, são geralmente modelos não funcionais.

Outros protótipos são mais voltados ao uso, conhecidos como Protótipos Verticais – possuem algumas poucas funcionalidades, bem implementadas, nas diversas camadas de software, ou seja, um subconjunto da interface do usuário implementado em profundidade. No mínimo devemos ter um esqueleto navegável.

Podemos ver um sistema completo como algo que soma estes elementos horizontais e verticais.

Classificando processos de prototipagem

Podemos classificar os processos de prototipagem como: exploratório, experimental, ou evolutivo.

  • Um protótipo exploratório é usado para explorar os requisitos do sistema de acordo com os usuários, podendo ser visto como um meio de comunicação facilitador entre o usuário e o designer, como por exemplo, os mock-ups.
  • Um protótipo experimental é o tipo de protótipo que está mais próximo do conceito clássico de protótipo (“primeiro de seu tipo”). É experimental no sentido em que ele é construído para tentar determinar se o sistema planejado será adequado e aceitável quando terminar. Protótipos experimentais podem ser usados como especificação de requisitos. O primeiro modelo de paraquedas, bicicleta, avião, etc. A serem usados para testes.
  • Por último, os protótipos podem ser evolutivos, o que significa que um sistema evolui através de várias gerações de protótipos, sucedendo uns aos outros. Assim, cada protótipo é uma versão inicial do sistema, que é novamente trabalhada até o protótipo evoluir para um sistema acabado. Produtos mínimos viáveis, versões de aplicativos prontos – mas limitados em escopo, etc.

Concluindo

Este artigo é apenas uma introdução sobre prototipagem baseado no conteúdo de uma das aulas que ministrei no curso “Laboratório de Startups” do Centro de Inovação e Criatividade (CIC) da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-SP). Algumas informações eu extraí do capitulo 15, escrito por Felipe Matos sobre este assunto no livro “Empreendedorismo Inovador – Como Criar Startups de Tecnologia no Brasil”, 25 autores, Editora Évora.

Pelas minhas experiências práticas com protótipos ao dirigir o desenvolvimento de projetos de software posso dizer que eles foram extremamente úteis para facilitar a comunicação e entendimento da visão, venda da ideia, esclarecimento de conceitos, discussão sobre design, funcionalidades, navegabilidade e muito mais.

Um caso interessante do uso de protótipos é o da Dropbox, que criou um vídeo que apresentava uma simulação do uso do software para investidores antes do desenvolvimento do produto.

Outros artigos relacionados:

A prototipagem virtual afeta diversas fases de projeto – economizando tempo e recursos ao desenvolvimento. Vide a imagem abaixo, de fonte : World Economic Forum: Creative Disruption: The impact of emerging technologies on the creative economy.

Virtual Prototyping

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Usando o Design Thinking para Criar e Inovar nos Negócios

“Empresas que desejam se manter inovando não devem perseguir o esfumaçado termo inovação, mas sim buscar relevância pela criação de uma cultura de empatia, cocriação e constante experimentação.” – Tennyson Pinheiro

Introdução

“Quando um produto ou serviço é inovador ele causa impacto na vida das pessoas e transforma para sempre a forma de essas pessoas viverem e trabalharem.” – Tennyson Pinheiro

Há algum tempo eu li um artigo na revista Harvard Business Review sobre Design Thinking o qual gostei muito. Depois disso estudei um bom material da IDEO – empresa americana especializada em design e inovação, além de artigos e materiais da universidade de Stanford. Mas foi participando de um Workshop de Inovação na Prática e outros encontros que utilizei tais conhecimentos e técnicas de inovação que incluem:  Brainstorming, Prototipagem,  StoryTelling e outros conjuntamente.  Isso tudo somado a técnicas Modelagem de Negócios me ajudou a trabalhar inovação de uma forma muito produtiva e prazerosa.

Muitas pessoas acreditam que ideias brilhantes surgem da mente de gênios, mas na realidade a maior parte das inovações surge de um processo colaborativo que envolve inspiração, formulação de ideias, seleção, prototipagem,  desenvolvimento/produção e implantação do produto ou serviço desejado.

Quando falamos  neste artigo sobre design, não nos referimos ao design estilista, estético ou artístico, mas sim a uma forma diferente de pensar, com métodos e habilidades desenvolvidos pelos designers ao longo dos anos para resolver problemas complexos, abstratos e desafiadores. O Design Thinking pode ser aplicado aos desafios dos negócios que enfrentamos no dia a dia.

Em muitas empresas ainda existe uma expectativa subjacente de que os profissionais devem procurar a perfeição, que não podem cometer erros, que devem ser sempre modelos impecáveis. Este tipo de expectativa torna difícil assumir riscos, o que limita as possibilidades de criar uma mudança mais radical. É necessário experimentar.

Mas o que é Design Thinking?

“Design Thinking, ou pensamento de Design, é uma abstração do modelo mental utilizado há anos pelos designers para dar vida a ideias. Esse modelo mental e seus poderosos conceitos podem ser aprendidos e utilizados por qualquer pessoa e aplicados em qualquer cenário de negócio ou projeto social. “ – Tim Brown

É uma metodologia criativa e prática para resolução de problemas e concepção de projetos.  Esta metodologia tem sido usada pelas organizações, em todos os níveis de sua estrutura, na busca por inovação em negócios, processos, produtos e serviços.

É uma mentalidade otimista e experimental centrada no ser humano. São lições da IDEO para potencializar a inovação e conduzir as empresas ao sucesso. É uma mentalidade, porque pensar como um designer pode transformar a maneira como você se aproxima do mundo, imaginando e criando novas soluções para o futuro. Trata-se de estar ciente do mundo ao seu redor, acreditando que você tem um papel na formação desse mundo, e toma medidas em direção a um futuro mais desejável. Design Thinking fornece a você a confiança em suas habilidades criativas e um processo que lhe permite agir quando enfrentar um desafio. É experimental, pois cria um espaço real de tentar algo novo. Dá-lhe permissão para falhar e aprender com seus erros, porque você aparece com ideias novas, obtém feedback sobre elas e então iterage.  É centrado no ser humano, porque começa pela compreensão das necessidades e motivações das pessoas que cercam você em seu meio profissional no dia a dia. Você fala com essas pessoas, as ouve e considera a melhor forma de ajudá-las a fazer um bom trabalho. Design Thinking não é uma simples resposta, pois começa a partir de um ambiente de empatia profunda e baseia-se no poder de fazer perguntas empáticas e obter insights. É sobre o aprender fazendo.

É um processo colaborativo que requer conversa crítica e onde as pessoas são convidadas a trabalhar em equipe, buscando benefícios significativos proporcionados pelos diversos pontos de vista e perspectivas, onde a criatividade dos outros reforça a sua própria criatividade.

É otimista, pois parte da crença fundamental de que todos nós podemos criar a mudança, não importando o tamanho do problema, tempo ou orçamento que nós temos. Não importa que as restrições existam ao seu redor, projetar pode ser um processo agradável.

Em suma, Design Thinking é a confiança de que coisas melhores e novas podem ser feitas e que você pode fazê-las acontecer.

O processo do Design Thinking – Como Fazer?

“Pensar com um designer pode transformar a forma como você desenvolve produtos, serviços, processos – e mesmo estratégia.” – Tim Brown

O processo é o que coloca Design Thinking em ação. É uma abordagem estruturada para a geração e evolução de ideias.  As suas cinco fases ajudam a navegar o processo de identificar um desafio de design para encontrar e construir uma solução. Vejamos resumidamente estas cinco etapas e onze passos:

Etapas e Passos Questão e Descrição
DESCOBERTA ..  (Empatia, observação)

1. Defina o Desafio
2. Prepare a Pesquisa
3. Obtenha Inspiração

Eu tenho um desafio. Como faço para abordá-lo? A fase de Descoberta constrói uma base sólida para suas ideias. Criar soluções significativas para as pessoas interessadas começa com um profundo entendimento de suas necessidades. Descoberta significa abertura a novas oportunidades, e se inspirar para criar novas ideias. Com a preparação correta, isto pode ser um olhar aberto que lhe dará uma boa compreensão do seu desafio de criação. Devemos lembrar aqui que existem três critérios sobrepostos para boas ideias:

  • Praticabilidade (técnica) – o que é funcionalmente possível num futuro próximo;
  • Viabilidade (econômica / financeira) – o que provavelmente se tornará parte de um modelo de negócio sustentável; e
  • Desejabilidade (mercado) – o que faz sentido para as pessoas.
INTERPRETAÇÃO ..  (síntese, Definição)

4. Conte Histórias
5. Procure por Significado
6. Enquadre Oportunidades
Eu aprendi alguma coisa. Como faço para interpretá-la? A fase de Interpretação transforma suas histórias em insights significativos. Observações, visitas de campo, ou apenas uma simples conversa pode servir de grande inspiração, mas encontrar sentido para  transformá-la em oportunidades acionáveis para o design não é uma tarefa fácil. Trata-se de contar histórias, bem como classificar e condensar pensamentos até encontrar um ponto de vista interessante e direção clara para a ideação.
IDEAÇÃO ………. (brainstorming,seleção)

7. Gere Ideias
8. Refine Ideias
Eu vejo uma oportunidade. O que faço para criar? A fase de Ideação significa lotes de geração de ideias. O Brainstorming incentiva você a pensar em expansão e sem restrições. São muitas vezes, as ideias mais malucas que faíscam pensamentos visionários. Com uma preparação cuidadosa e um conjunto de regras claras, uma sessão de brainstorm pode render centenas de novas ideias.
EXPERIMENTAÇÃO .. (Prototipação, apresentação e Teste)

9. Construa Protótipos
10. Obtenha Feedback
Eu tenho uma ideia. Como faço para construí-la? A fase de Experimentação traz vida às suas ideias. Construção de protótipos significa tornar as ideias tangíveis, com a aprendizagem de construí-los e compartilhá-los com outras pessoas. Mesmo com os primeiros protótipos grosseiros, você pode receber uma resposta direta e aprender a melhorar e aperfeiçoar uma ideia.
EVOLUÇÃO

11. Avalie Aprendizados
12. Construa a Experiência
Eu tentei algo novo. Como faço para evoluí-lo? A fase de Evolução é o desenvolvimento de seu conceito ao longo do tempo. Trata-se de planejar os próximos passos, comunicando a ideia a pessoas que podem ajudá-lo a realizá-la, e documentar o processo .Mudança acontece muitas vezes ao longo do tempo e assim, sinais sutis de progresso são importantes.

Veja detalhes dos passos no Mapa Mental Design Thinking – Fases e Métodos e no Kit para Educadores acessíveis via links do final do artigo.

Equipes multidisciplinares

Os desafios que você enfrentará são bastante complexos e provavelmente já foram explorados por outros. Suas chances de sucesso ao enfrentar problemas complexos, difíceis e já estudados serão maiores se você conseguir formar a equipe certa. Equipes funcionam melhor se tiverem de 3 a 8 pessoas, sendo uma delas o facilitador. Ao combinar nessa equipe pessoas de formações diferentes, você aumentará as suas chances de criar soluções originais, pois diferentes indivíduos examinarão o problema através de pontos de vista diversos.

Para garantir o bom equilíbrio da equipe envolva pessoas de ambos os sexos em todas as fases do processo.

Espaços dedicados

Ter um espaço dedicado ao projeto permite que a equipe se mantenha inspirada pelo contato visual constante com os materiais coletados, imersa nas notas pregadas na parede (Post-its) e capaz de acompanhar o andamento do projeto. Se possível encontre um espaço exclusivo para que a sua equipe de projeto se concentre no desafio.

Intervalos de tempo finitos

A maioria das pessoas trabalha melhor com prazos de entrega concretos. Da mesma forma, um projeto de inovação com início, meio e fim, claramente estabelecidos, tem maiores chances de manter uma equipe focada e motivada.

Algo para ter em mente

O processo de projeto pode parecer muito simples à primeira vista, mas há um aspecto importante para entender: o seu valor real reside na mistura de solução de problema concreto e pensamento abstrato. As observações muito concretas da primeira fase são abstraídas conforme você define temas e insights.

Só depois de ter desenvolvido um senso de sentido e direção é que você desenvolve soluções tangíveis. O que pode parecer um desvio no desenvolvimento da ideia acaba tornando suas soluções muito mais significativas.

Ela exige um passo para trás para refletir, analisar, avaliar, pensar novamente e depois evoluir.

Isso leva tempo, um recurso escasso, e por isso pode ser um desafio, mas não existem atalhos. O pequeno detalhe, às vezes escondido, muitas vezes detêm as chaves para resolver desafios complexos.

O processo de design, portanto, integra vários modos de trabalho: alguns passos são mais reflexivos, outros são de mão na massa (hands-on),  e alguns incentivam interações com as pessoas fora de sua equipe.

As sete regras do brainstorming na fase de geração de ideias

1 » Adie o julgamento – Não existem más ideias nesta etapa. Haverá tempo mais tarde para julgá-las.

2 » Estimule ideias radicais – Quase sempre são as ideias radicais que geram inovação. É sempre mais fácil trazer ideias à realidade mais tarde!

3 » Construa sobre as ideias dos outros – Pense em “e…” em vez de ‘mas…’. Se você não gosta de alguma ideia, desafie a si mesmo a construir algo sobre essa ideia e torná-la melhor. Ao entrar na sala, deixe o ego do lado de fora.

4 » Mantenha o foco no tópico do brainstorming– Os melhores resultados são obtidos quando todos mantiverem a disciplina.

5 » Seja visual – Tente recrutar o lado lógico e o lado criativo do cérebro.

6 » Somente uma conversa por vez – Permita que ideias sejam ouvidas para que outras ideias se criem sobre elas.

7 » Almeje quantidade – Estabeleça um objetivo alto para o número de ideias a serem criadas no brainstorming e ultrapasse-o! Lembre-se de que não há necessidade de explicar exaustivamente a ideia já que ninguém está julgando. Ideias devem fluir rapidamente.

Finalizando

Com certeza eu teria muito mais para escrever sobre este assunto, mas para um artigo de blog até que fui longe. Se gostou, veja abaixo as dicas de livros, artigos, sites, cursos, vídeos, toolkits e ferramentas.

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Sobre mim: aqui, Contato: aqui.

Detailed process model for design thinking

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Livros:

  • Design Thinking (do original Change by Design), por Tim Brown, Editora Campos
  • Empreendedorismo Inovador – Como Criar Startups de Tecnologia no Brasil, 25 autores, Editora Évora.

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