Ecossistemas de Negócios para colaborar e competir

Introdução 

“Empresas bem-sucedidas são aquelas que evoluem rápida e eficazmente. Contudo, as empresas inovadoras não podem evoluir no vácuo. Elas devem atrair recursos de todos os tipos, atraindo capital, parceiros, fornecedores e clientes para criar redes cooperativas. . . . Sugiro que uma empresa seja vista não como um membro de um único setor, mas como parte de um ecossistema comercial que atravessa uma variedade de setores. Em um ecossistema de negócios, as empresas co-evoluem as capacidades em torno de uma nova inovação: funcionam de forma cooperativa e competitiva para apoiar novos produtos, satisfazer as necessidades dos clientes e, eventualmente, incorporar a próxima série de inovações.”  – James Moore (“Predators and prey: A new ecology of competition”, HBR, May 1993)

Pensar sobre ecossistemas de negócios fornece um novo quadro e mentalidade que captura uma mudança profunda na economia e no cenário empresarial. A importância das relações, parcerias, redes, alianças e colaborações obviamente não é novidade – mas está crescendo. À medida que se torna cada vez mais possível para as empresas implantar e ativar ativos que não possuem nem controlam, para envolver e mobilizar um número cada vez maior de participantes e para facilitar uma coordenação muito mais complexa de seus conhecimentos e atividades, a arte do possível está se expandindo rapidamente.

Os Ecossistemas

 “A batalha dos dispositivos tornou-se uma guerra dos ecossistemas. . . nossos concorrentes não estão levando nossa participação de mercado com dispositivos; eles estão levando nossa participação de mercado com um ecossistema inteiro. Isso significa que vamos ter que decidir como construir, catalisar ou juntar-se a um ecossistema.” – Stephen Elop (CEO da Nokia, Feb 2011).

Meios para se pensar em ecossistemas

Eamonn Kelly, em seu artigo “Business ecosystem come of age” da Deloitte University Press, define Ecossistemas de negócios comocomunidades dinâmicas e em co-evolução, de diversos atores, que criam e captam novos valores através de modelos cada vez mais sofisticados de colaboração e competição. Esta definição, consistente com a literatura e com o pensamento de líderes empresariais e acadêmicos, aborda o fato de que os ecossistemas vêm em uma ampla gama de formas, tamanhos e variedades – e também captura três características principais que geralmente estão presentes:

  1. Os ecossistemas permitem e incentivam a participação de uma ampla gama de organizações (grandes e pequenas), e muitas vezes indivíduos, que, juntos, podem criar, dimensionar e servir mercados além das capacidades de qualquer organização. Isso fornece a variedade necessária para um sistema saudável.
  2. Os atores participantes interagem e co-criam de maneiras cada vez mais sofisticadas, que teriam sido difíceis de se coordenar “de cima para baixo”, implantando tecnologias e ferramentas de conectividade e colaboração que ainda estão proliferando e disseminando. Isso significa que há dinamismo e potencial latente substancial para o desenvolvimento cada vez mais produtivo do ecossistema nos próximos anos.
  3. Os participantes – muitas vezes incluindo clientes – são vinculados por alguma combinação de interesses compartilhados, objetivos e valores que os incitam a cultivar, sustentar e proteger coletivamente o ecossistema como um “bem comum” compartilhado. Todos contribuem, todos se beneficiam. Isso aumenta a longevidade e a durabilidade dos ecossistemas.

Esta definição continua a evoluir à medida que os ecossistemas se tornam uma unidade de análise cada vez mais crítica, mas há outros padrões e aspectos dos ecossistemas que agora também estão entrando em foco mais nítido, considerando-se as oportunidades emergentes e os desafios para as empresas.

Os ecossistemas criam novas formas de abordar necessidades e desejos humanos

Uma economia – da mais primitiva à mais avançada – é essencialmente um sistema organizado para atender (e muitas vezes moldar) as necessidades e desejos humanos.

A humanidade não quer necessariamente médicos, hospitais e produtos farmacêuticos – queremos saúde e bem-estar. Não gostamos particularmente de salas de aula, livros didáticos e professores – queremos aprender e alcançar o sucesso. Não pedimos minas de carvão e extração de petróleo e gás – queremos energia além dos músculos dos seres humanos e dos animais. Em muitas partes da economia hoje, novos ecossistemas transversais estão começando a forjar novos meios para atender aos nossos desejos.

Olhando-se, por exemplo, o futuro da indústria automobilística que enriqueceu tantas pessoas ao redor do mundo, pode-se imaginar o surgimento de um ecossistema muito diferente para satisfazer o desejo de mobilidade pessoal rápida, acessível, segura e conveniente, que poderia reduzir significativamente o recurso de carros de propriedade privada, com o uso de veículos autônomos (ou carros autodirigidos) confiáveis. O compartilhamento de carros pode, por sua vez, tornar-se mais atrativo com tal automação. Muitas empresas de transporte e de viagem já estão experimentando, aprendendo e explorando os diferentes valores das novas gerações. Para algumas cidades, de acordo com o ex-chefe de pesquisa e desenvolvimento da General Motors, Lawrence Burns, “cerca de 80% menos de veículos compartilhados e coordenados seriam necessários do que os veículos de propriedade pessoal para fornecer o mesmo nível de mobilidade, com menos investimento“.

“Economia de compartilhamento” refere-se a mercados em crescimento, geralmente habilitados por plataformas, que agregam recursos subutilizados para que outros “emprestem”, geralmente por uma taxa. As comunidades econômicas e sociais resultantes dos participantes – cada um deles constituindo um novo ecossistema – abrangem uma variedade cada vez maior de produtos e serviços.

Embora tal mudança dramática certamente não seja inevitável, é plausível que novos “ecossistemas de mobilidade” possam se unir em torno da indústria automobilística e incluam planejadores de cidades, fornecedores de tecnologia e de energia, prestadores de serviço de transporte público, reguladores, infraestrutura e pessoal ligado à construção, companhias de seguros e redes par-a-par colaborando, adaptando-se e respondendo aos movimentos uns dos outros e, mais uma vez, transformando e melhorando nossas vidas.

Os ecossistemas impulsionam novas colaborações para enfrentar os crescentes desafios sociais e ambientais

Uma característica distintiva de muitos ecossistemas é que eles se formam para conseguir algo em conjunto que está além do alcance efetivo e capacidades de qualquer ator individual (ou mesmo grupo de atores amplamente similares). Em alguns casos, estes relacionam-se a grandes problemas sociais que nenhuma organização individual é capaz ou incitada a resolver. Exemplos em que as abordagens dos ecossistemas foram adotadas incluem o gerenciamento de recursos hídricos, pobreza infantil, violência no centro da cidade e crime de armas, alimentos e segurança. Todos são obviamente críticos e, em algumas áreas pelo menos, são fontes de crescente pressão ou ameaça.

Os ecossistemas criam e servem comunidades e aproveitam sua criatividade e inteligência

Múltiplas disciplinas altamente diversas, que examinam a condição humana – dos estudos antropológicos e arqueológicos das antigas culturas de “sabedoria”, através da teologia e da filosofia, até a economia comportamental de hoje e mesmo a neurociência – convergem em torno de alguns fundamentos. As pessoas querem pertencer, entender e ser entendidas, alcançar competências reconhecidas na arena escolhida e fazer uma diferença positiva em seu mundo. Historicamente, poucas pessoas poderiam perceber plenamente esses desejos além de seus próprios domínios físicos imediatos e rigorosamente restritos. Hoje, a tecnologia transformou os caminhos e os níveis em que tal auto-atualização pode ocorrer – e muitos ecossistemas agora estão se beneficiando dessa mudança vital.

Os ecossistemas muitas vezes existem no topo das novas e poderosas plataformas de negócios

Uma “plataforma de negócios” é um poderoso ecossistema, tipicamente criado e de propriedade de uma única empresa ou entidade, mas deliberadamente projetado para atrair a participação ativa de um grande número de outros atores. De acordo com o estudioso Yochai Benkler, é “um contexto técnico e organizacional no qual uma comunidade pode interagir para alcançar um propósito específico“. Algumas são projetadas principalmente para criar novos mercados, permitindo conexões entre potenciais compradores e vendedores anteriormente separados; outras estão mais focadas no desenvolvimento distribuído de novos produtos, serviços e soluções.

Os ecossistemas aceleram a aprendizagem e a inovação

Em tempos de mudança, os alunos herdam a terra, enquanto os sábios se encontram lindamente equipados para lidar com um mundo que já não existe” – Eric Hoffer (filósofo)

Os imperativos para que as empresas aprendam e traduzam o aprendizado em inovação nunca foram maiores. E, como muitos líderes corporativos reconheceram, as pessoas mais inteligentes não podem trabalhar para apenas uma organização.

Os ecossistemas oferecem às empresas acesso a mentes afiadas e recursos inteligentes, sejam elas localizadas em fornecedores, clientes, organizações de pesquisa ou independentemente.

A aprendizagem é uma atividade em grande parte social; a inovação é muitas vezes o resultado da integração e conexão em diferentes campos de especialização e domínios do conhecimento; e ambos são, portanto, acelerados nas comunidades fluidas, orientadas para o intercâmbio e co-criação que são forjadas pelos ecossistemas.

Concluindo

O mundo está entrando em uma era na qual ideias e insights vêm de todos os lugares, e multidões, nuvens, colaboradores, competições e co-criadores podem fundamentalmente ajudar a definir nosso futuro compartilhado. O ambiente de negócios está sendo alterado permanentemente como resultado.

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Referências:

Este texto é um resumo, em tradução livre, do artigo “Business ecosystem come of age” de Eamonn Kelly, da Deloitte University.

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Usando o Design Thinking para Criar e Inovar nos Negócios

“Empresas que desejam se manter inovando não devem perseguir o esfumaçado termo inovação, mas sim buscar relevância pela criação de uma cultura de empatia, cocriação e constante experimentação.” – Tennyson Pinheiro

Introdução

“Quando um produto ou serviço é inovador ele causa impacto na vida das pessoas e transforma para sempre a forma de essas pessoas viverem e trabalharem.” – Tennyson Pinheiro

Há algum tempo eu li um artigo na revista Harvard Business Review sobre Design Thinking o qual gostei muito. Depois disso estudei um bom material da IDEO – empresa americana especializada em design e inovação, além de artigos e materiais da universidade de Stanford. Mas foi participando de um Workshop de Inovação na Prática e outros encontros que utilizei tais conhecimentos e técnicas de inovação que incluem:  Brainstorming, Prototipagem,  StoryTelling e outros conjuntamente.  Isso tudo somado a técnicas Modelagem de Negócios me ajudou a trabalhar inovação de uma forma muito produtiva e prazerosa.

Muitas pessoas acreditam que idéias brilhantes surgem da mente de gênios, mas na realidade a maior parte das inovações surge de um processo colaborativo que envolve inspiração, formulação de idéias, seleção, prototipação,  desenvolvimento/produção e implantação do produto ou serviço desejado.

Quando falamos  neste artigo sobre design, não nos referimos ao design estilista, estético ou artístico, mas sim a uma forma diferente de pensar, com métodos e habilidades desenvolvidos pelos designers ao longo dos anos para resolver problemas complexos, abstratos e desafiadores. O Design Thinking pode ser aplicado aos desafios dos negócios que enfrentamos no dia a dia.

Em muitas empresas ainda existe uma expectativa subjacente de que os profissionais devem procurar a perfeição, que não podem cometer erros, que devem ser sempre modelos impecáveis. Este tipo de expectativa torna difícil assumir riscos, o que limita as possibilidades de criar uma mudança mais radical. É necessário experimentar.

Mas o que é Design Thinking?

“Design Thinking, ou pensamento de Design, é uma abstração do modelo mental utilizado há anos pelos designers para dar vida a idéias. Esse modelo mental e seus poderosos conceitos podem ser aprendidos e utilizados por qualquer pessoa e aplicados em qualquer cenário de negócio ou social. “ – Tim Brown

É uma metodologia criativa e prática para resolução de problemas e concepção de projetos.  Esta metodologia tem sido usada pelas organizações, em todos os níveis de sua estrutura, na busca por inovação em negócios, processos, produtos e serviços.

É uma mentalidade otimista e experimental centrada no ser humano. São lições da IDEO para potencializar a inovação e conduzir as empresas ao sucesso. É uma mentalidade, porque pensar como um designer pode transformar a maneira como você se aproxima do mundo, imaginando e criando novas soluções para o futuro. Trata-se de estar ciente do mundo ao seu redor, acreditando que você tem um papel na formação desse mundo, e toma medidas em direção a um futuro mais desejável. Design Thinking fornece a você a confiança em suas habilidades criativas e um processo que lhe permite agir quando enfrentar um desafio. É experimental, pois cria um espaço real de tentar algo novo. Dá-lhe permissão para falhar e aprender com seus erros, porque você aparece com idéias novas, obtém feedback sobre elas e então iterage.  É centrado no ser humano, porque começa pela compreensão das necessidades e motivações das pessoas que cercam você em seu meio profissional no dia a dia. Você fala com essas pessoas, as ouve e considera a melhor forma de ajudá-las a fazer um bom trabalho. Design Thinking não é uma simples resposta, pois começa a partir de um ambiente de empatia profunda e baseia-se no poder de fazer perguntas empáticas e obter insights. É sobre o aprender fazendo.

É um processo colaborativo que requer conversa crítica e onde as pessoas são convidadas a trabalhar em equipe, buscando benefícios significativos proporcionados pelos diversos pontos de vista e perspectivas, onde a criatividade dos outros reforça a sua própria criatividade.

É otimista, pois parte da crença fundamental de que todos nós podemos criar a mudança, não importando o tamanho do problema, tempo ou orçamento que nós temos. Não importa que as restrições existam ao seu redor, projetar pode ser um processo agradável.

Em suma, Design Thinking é a confiança de que coisas melhores e novas podem ser feitas e que você pode fazê-las acontecer.

O processo do Design Thinking – Como Fazer?

“Pensar com um designer pode transformar a forma como você desenvolve produtos, serviços, processos – e mesmo estratégia.” – Tim Brown

O processo é o que coloca Design Thinking em ação. É uma abordagem estruturada para a geração e evolução de idéias.  As suas cinco fases ajudam a navegar o processo de identificar um desafio de design para encontrar e construir uma solução. Vejamos resumidamente estas cinco fases e onze passos:

Etapas e Passos Questão e Descrição
DESCOBERTA ..  (Empatia, observação)

1. Defina o Desafio
2. Prepare a Pesquisa
3. Obtenha Inspiração

Eu tenho um desafio. Como faço para abordá-lo? A fase de Descoberta constrói uma base sólida para suas ideias. Criar soluções significativas para as pessoas interessadas começa com um profundo entendimento de suas necessidades. Descoberta significa abertura a novas oportunidades, e se inspirar para criar novas idéias. Com a preparação correta, isto pode ser um olhar aberto que lhe dará uma boa compreensão do seu desafio de criação. Devemos lembrar aqui que existem três critérios sobrepostos para boas ideias:

  • Praticabilidade (técnica) – o que é funcionalmente possível num futuro próximo;
  • Viabilidade (econômica / financeira) – o que provavelmente se tornará parte de um modelo de negócio sustentável; e
  • Desejabilidade (mercado) – o que faz sentido para as pessoas.
INTERPRETAÇÃO ..  (síntese, Definição)

4. Conte Histórias
5. Procure por Significado
6. Enquadre Oportunidades
Eu aprendi alguma coisa. Como faço para interpretá-la? A fase de Interpretação transforma suas histórias em insights significativos. Observações, visitas de campo, ou apenas uma simples conversa pode servir de grande inspiração, mas encontrar sentido para  transformá-la em oportunidades acionáveis para o design não é uma tarefa fácil. Trata-se de contar histórias, bem como classificar e condensar pensamentos até encontrar um ponto de vista interessante e direção clara para a ideação.
IDEAÇÃO ………. (brainstorming,seleção)

7. Gere Idéias
8. Refine Idéias
Eu vejo uma oportunidade. O que faço para criar? A fase de Ideação significa lotes de geração de idéias. O Brainstorming incentiva você a pensar em expansão e sem restrições. São muitas vezes, as idéias mais malucas que faíscam pensamentos visionários. Com uma preparação cuidadosa e um conjunto de regras claras, uma sessão de brainstorm pode render centenas de novas idéias.
EXPERIMENTAÇÃO .. (Prototipação, apresentação e Teste)

9. Construa Protótipos
10. Obtenha Feedback
Eu tenho uma ideia. Como faço para construí-la? A fase de Experimentação traz vida às suas idéias. Construção de protótipos significa tornar as idéias tangíveis, com a aprendizagem de construir-los e compartilhá-los com outras pessoas. Mesmo com os primeiros protótipos grosseiros, você pode receber uma resposta direta e aprender a melhorar e aperfeiçoar uma ideia.
EVOLUÇÃO

11. Avalie Aprendizados
12. Construa a Experiência
Eu tentei algo novo. Como faço para evoluí-lo? A fase de Evolução é o desenvolvimento de seu conceito ao longo do tempo. Trata-se de planejar os próximos passos, comunicando a ideia a pessoas que podem ajudá-lo a realizá-la, e documentar o processo .Mudança acontece muitas vezes ao longo do tempo e assim, sinais sutis de progresso são importantes.

Veja detalhes dos passos no Mapa Mental Design Thinking – Fases e Métodos e no Kit para Educadores acessíveis via links do final do artigo.

Equipes multidisciplinares

Os desafios que você enfrentará são bastante complexos e provavelmente já foram explorados por outros. Suas chances de sucesso ao enfrentar problemas complexos, difíceis e já estudados serão maiores se você conseguir formar a equipe certa. Equipes funcionam melhor se tiverem de 3 a 8 pessoas, sendo uma delas o facilitador. Ao combinar nessa equipe pessoas de formações diferentes, você aumentará as suas chances de criar soluções originais, pois diferentes indivíduos examinarão o problema através de pontos de vista diversos.

Para garantir o bom equilíbrio da equipe envolva pessoas de ambos os sexos em todas as fases do processo.

Espaços dedicados

Ter um espaço dedicado ao projeto permite que a equipe se mantenha inspirada pelo contato visual constante com os materiais coletados, imersa nas notas pregadas na parede (Post-its) e capaz de acompanhar o andamento do projeto. Se possível encontre um espaço exclusivo para que a sua equipe de projeto se concentre no desafio.

Intervalos de tempo finitos

A maioria das pessoas trabalha melhor com prazos de entrega concretos. Da mesma forma, um projeto de inovação com início, meio e fim, claramente estabelecidos, tem maiores chances de manter uma equipe focada e motivada.

Algo para ter em mente

O processo de projeto pode parecer muito simples à primeira vista, mas há um aspecto importante para entender: o seu valor real reside na mistura de solução de problema concreto e pensamento abstrato. As observações muito concretas da primeira fase são abstraídas conforme você define temas e insights.

Só depois de ter desenvolvido um senso de sentido e direção é que você desenvolve soluções tangíveis. O que pode parecer um desvio no desenvolvimento da idéia acaba tornando suas soluções muito mais significativas.

Ela exige um passo para trás para refletir, analisar, avaliar, pensar novamente e depois evoluir.

Isso leva tempo, um recurso escasso, e por isso pode ser um desafio, mas não existem atalhos. O pequeno detalhe, às vezes escondido, muitas vezes detêm as chaves para resolver desafios complexos.

O processo de design, portanto, integra vários modos de trabalho: alguns passos são mais reflexivos, outros são de mão na massa (hands-on),  e alguns incentivam interações com as pessoas fora de sua equipe.

As sete regras do brainstorming na fase de geração de idéias

1 » Adie o julgamento – Não existem más idéias nesta etapa. Haverá tempo mais tarde para julgá-las.

2 » Estimule idéias radicais – Quase sempre são as idéias radicais que geram inovação. É sempre mais fácil trazer idéias à realidade mais tarde!

3 » Construa sobre as idéias dos outros – Pense em “e…” em vez de ‘mas…’. Se você não gosta de alguma idéia, desafie a si mesmo a construir algo sobre essa idéia e torná-la melhor. Ao entrar na sala, deixe o ego do lado de fora.

4 » Mantenha o foco no tópico do brainstorming– Os melhores resultados são obtidos quando todos mantiverem a disciplina.

5 » Seja visual – Tente recrutar o lado lógico e o lado criativo do cérebro.

6 » Somente uma conversa por vez – Permita que idéias sejam ouvidas para que outras idéias se criem sobre elas.

7 » Almeje quantidade – Estabeleça um objetivo alto para o número de idéias a serem criadas no brainstorming e ultrapasse-o! Lembre-se de que não há necessidade de explicar exaustivamente a idéia já que ninguém está julgando. Idéias devem fluir rapidamente.

Finalizando

Com certeza eu teria muito mais para escrever sobre este assunto, mas para um artigo de blog até que fui longe. Se gostou, veja abaixo as dicas de livros, artigos, sites, cursos, vídeos, toolkits e ferramentas.

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Detailed process model for design thinking

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Livros:

  • Design Thinking (do original Change by Design), por Tim Brown, Editora Campos
  • Empreendedorismo Inovador – Como Criar Startups de Tecnologia no Brasil, 25 autores, Editora Évora.

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